Uma equipe de geólogos e paleontólogos da Universidade de
São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ambas do Brasil,
encontrou evidências de que Minas Gerais já teve um mar.As evidências foram
encontradas em pedreiras nos arredores do município de Januária, no norte de
Minas. Ali, os pesquisadores descobriram um tipo de fóssil especial: fragmentos
de animais marinhos do gênero Cloudina, animais pequenos e extintos
que viveram do período Ediacariano ao Cambriano na Terra.Os fósseis são uma
prova quase irrefutável de que, no passado, um braço de mar raso, com no máximo
10 metros de profundidade, cortava a região.
Mas quanto tempo é “no passado”?
Muito tempo. Há cerca de 550 milhões de anos.
Nessa época, os continentes tinham uma configuração muito
diferente. A América do Sul, a África e a Antártida eram unidas em um bloco que
formava o megacontinente de Gondwana. Os cientistas creem que o braço de mar
tenha derivado de um antigo oceano batizado de Clymene, que separava o Gondwana
da atual Amazônia.
A área onde o fóssil foi encontrado faz parte do chamado
Grupo Bambuí, formação sedimentária da bacia do rio São Francisco, que se
estende por cerca de 300 mil quilômetros e abrange também os estados da Bahia,
Goiás, Tocantins e o Distrito Federal, de forma que o mar devia passar por
todas essas regiões.
“Até agora ninguém havia seguramente encontrado fósseis de
animais no Grupo Bambuí”, afirma Lucas Warren, professor do Instituto de
Geociências e Ciências Exatas da Unesp, mas que fazia pós-doutorado na USP
quando a descoberta foi feita, no ano passado. “Além das cloudinas, também
achamos ao menos três fragmentos atribuídos ao gênero Corumbella e
rastros em rocha deixados provavelmente por um animal de corpo mole”.
FONTES: [Galileu, FAPESP]
FONTES: [Galileu, FAPESP]

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