terça-feira, 29 de abril de 2014

A extinção dos dinossauros pode ter sido causada por matéria escura?



Dois físicos de Harvard finalizaram um estudo que propõe a existência de um disco fino de matéria escura escondido dentro das galáxias, ou muito perto delas, e que poderia ser responsável por algumas da extinções em massa da Terra, inclusive a dos dinossauros.O modelo investigado se baseia numa forma hipotética de matéria escura, descrita pelos autores e seus colaboradores no ano passado, como meio para resolver outro enigma cósmico independente.  
A existência de um disco escuro poderia ser provado em breve pelas observações astronômicas, segundo aponta o artigo publicado na ‘Nature‘.Supõe-se que este disco de matéria escura esteja no meio da Via Láctea em todo o seu comprimento.  O Sistema solar gira ao redor do centro da galáxia e enquanto o faz ele se move para cima e para baixo, num ciclo que dura aproximadamente 70 milhões de anos.  
Isto significa que o sistema solar poderia atravessar este disco de matéria escura a cada 35 milhões de anos, o que coincide com o ciclo dos impactos de cometas sobre a Terra.A evidência de um ciclo de 35 milhões de anos também foi detectada através de um estudo de crateras de impacto existentes no planeta.  Mais especificamente, aquelas com mais de 20 quilômetros de largura e criadas nos últimos 250 milhões de anos.  Em comparação com os bombardeios aleatórios de cometas, o modelo estudado possui um cociente de probabilidade de 3, o que significa que a datação das crateras possuem uma coincidência três vezes maior à de uma taxa aleatória.Apesar deste trabalho ter uma base ‘especulativa’ (ainda está para ser confirmado o padrão da frequência dos impactos de cometas, bem como a própria existência do disco de matéria escura), os autores asseguram que o exercício é valioso.







Fonte: nature

          

sábado, 31 de agosto de 2013

Por que as estrelas piscam?

Observadas a partir da Terra, as estrelas aparentemente piscam,pois isso não passa de uma ilusão de óptica, já que, na verdade, a luz que emitem é constante. O que estaria por trás desse fenômeno? Há pelo menos duas explicações possíveis.

A primeira estaria na atmosfera terrestre: quando atravessada pela luz das estrelas, provoca interferência, já que é densa e instável e sua temperatura varia conforme a camada. É como observar um objeto no fundo de uma piscina: a luz é desviada pela água antes de chegar aos nossos olhos, fazendo com que o objeto esteja aparentemente em movimento.
Se fosse este o caso, por que a lua e planetas do nosso sistema solar também não “piscam”, já que sua luz (refletida do sol) também atravessa a atmosfera terrestre? De acordo com o astrônomo Phil Plait, do blog Bad Astronomy, esses corpos celestes estão muito mais próximos de nós do que a maioria das estrelas, o que os faz parecer maiores e torna o desvio da luz praticamente imperceptível.
A segunda teoria é a de que a chamada “nuvem de Oort” (supostamente localizada a cerca de 1 ano-luz do sol, nos limites do nosso sistema solar) seja responsável por causar esse desvio na luz das estrelas. Como outros planetas estão dentro dela, a luz que refletem não precisa atravessá-la antes de chegar à Terra.
Independentemente da causa, astrônomos precisam driblar o fenômeno, e fazem isso de duas maneiras: usando telescópios equipados com lentes especiais, que compensam os desvios causados pela atmosfera, ou telescópios espaciais que orbitam fora da Terra.
Curiosamente, essa questão do “piscar” das estrelas chegou a ser tema de um livro, publicado em 1969 pelo ex-astrônomo Walt Cunningham, com o título “Importance of Observation that Stars Don’t Twinkle Outside the Earth’s Atmosphere” (“Importância da Observação de que Estrelas não Piscam fora da Atmosfera Terrestre”).

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Série: A Saga do Prêmio Nobel



Episódio da série A Saga do Prêmio Nobel, que narra as descobertas científicas que mudaram a visão do mundo no século 20 e apresenta alguns dos nomes premiados com o Nobel.

A nova partícula subatômica pode quebrar regras da física

Enquanto faziam experimentos com partículas subatômicas Y(4260), duas equipes de físicos (uma no Japão e outra na China) encontraram uma possível nova partícula, nomeada Z(3900).
Em nível sub-atômico, existem seis tipos de partículas chamadas quarks, que servem como “blocos de construção” para boa parte da matéria que conhecemos (como elétrons e nêutrons), e que são mantidas juntas graças a partículas chamadas glúons, que geram forças de atração.
Até hoje, só haviam sido detectadas partículas formadas por três quarks ou menos – as próprias Y(4260), por exemplo, seriam formadas por dois (embora isso ainda não tenha sido experimentalmente comprovado). Já as partículas Z(3900), ao contrário de tudo o que já foi visto, são teoricamente formadas por quatro quarks.
Ainda falta confirmar, porém, a natureza dessas partículas (se existem de fato, ou se os aparelhos identificaram pares de partículas formadas por dois quarks, e não partículas formadas por quatro). Assim, existe a chance de estarmos diante de um tipo muito especial de matéria.
fonte:[Gizmodo, Wired, Physics]

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A milagrosa invenção da NASA que pode salvar milhões de vidas


Como vocês sabem, não existem hospitais no espaço. O mais próximo é na Terra, e os astronautas não podem simplesmente pular para cá. Então o que acontece quando o sol libera uma radiação massiva enquanto um astronauta está no espaço?
A biocápsula da NASA – feita de nanotubos de carbono – vai poder diagnosticar e imediatamente tratar um astronauta mesmo que ele nem imagine ter um problema. Isso representa uma das maiores novidades na história da medicina, e vai funcionar na Terra também.
David Loftus é o homem que inventou a biocápsula e ganhou a patente do invento. Imagine isso: um astronauta está indo para Marte. A viagem de ida e volta vai levar de dois a três anos. Durante esse tempo, ele não terá acesso a um médico, e muito pode acontecer ao corpo humano no espaço.
Então, antes de embarcar, o astronauta recebe alguns implantes das biocápsulas da NASA. Uma pequena incisão é feita na pele, o que exige uma pequena cirurgia, com anestesia local e um ou dois pontos para fechar o corte. Após isso, ele está pronto para lidar com uma série de possíveis problemas – por conta própria.
Um dos principais problemas no espaço é a exposição a altos níveis de radiação. Os astronautas podem ser expostos aos “eventos de partículas solares”, que são liberações de intensa radiação do sol, e que podem danificar os ossos e destruir o sistema imunológico. Aí entra a cápsula: suas células percebem a radiação e imediatamente liberam medicinas para compensar o corpo.
Cada cápsula não funciona apenas uma vez. Elas podem liberar pequenas doses durante vários anos. Elas também são muito resistentes, e aparentemente não existe nenhuma enzima que possa quebrar suas nanoestruturas. Os poros permitem que os medicamentos passem pelas suas paredes, e quando ela se esvazia, a cápsula permanece no corpo, até que um médico a retire na Terra.
Enquanto o tratamento dos efeitos da radiação é o principal alvo da biocápsula da NASA, outras serão criadas para combater diferentes ameaças. Calor, exaustão e problemas de sono também são casos sérios em astronautas.
Utilidade terrestre
Em nosso planeta, o alvo número um é a diabetes – especificamente em pessoas que precisam de insulina. Com as cápsulas, pacientes com diabetes nunca mais precisariam tomar uma dose. Eles não precisariam nem se preocupar em checar os níveis sanguíneos.
Muitos diabéticos morrem durante o sono ou coma porque ficam muito tempo sem poder checar o sangue. As cápsulas iriam funcionar automaticamente, as pessoas estando acordadas ou não.
A segunda aplicação terrestre seria no tratamento do câncer (especialmente o de cérebro). Uma biocápsula implantada diretamente no tumor poderia liberar altas doses de quimioterapia diretamente na área necessitada – e isso reduziria muitos os efeitos colaterais em outras regiões do corpo.
Existem também aplicações na terapia genética. Algumas crianças nascem sem um gene, ou com um defeituoso. Como resultado, elas deixam de fabricar uma proteína. A biocápsula pode ser desenhada para implantar células que fabricam essa proteína. Ideias assim também poderiam ser usadas em pessoas que sofrem de alergias e podem entrar em choque anafilático.
Com todas essas aplicações (e existem mais), não é muito dizer que a biocápsula da NASA pode mudar a cara da medicina para sempre. Elas são baratas e extremamente simples de serem criadas. Os cientistas planejam começar testes com animais nesse ano e no próximo, para então passar para os humanos.Fonte:http://gizmodo.com/

sábado, 13 de agosto de 2011

Diamante a parti do CO2 ?


Muitos especialistas diziam há anos que fazer diamantes a partir do dióxido de carbono era impossível.Mas o pesquisador Daren Swanson, da Universidade de Queens, no Reino Unido, não se convenceu, e prosseguiu com suas explosões geradoras de pressão até finalmente ter sucesso.
Depois de três anos de pesquisa, ele provou que o CO2 pode realmente ser usado para produzir minúsculos diamantes industriais - eles não são grandes o suficiente para se transformarem em uma joia, mas são muito bem pagos para utilização em inúmeras aplicações industriais.

Detonação a frio

Chamada de "Detonação Física a Frio" - ou CDP (Cold Detonation Physics) -, a técnica consiste em misturar gelo seco, que é essencialmente CO2 congelado, com outros ingredientes para fazer um explosivo.Esta mistura, a -78,5 ° C, é comprimida dentro de um tubo de aço muito grosso e então detonada.
A explosão gera uma altíssima pressão, que dura apenas uma fração de segundo, mas suficiente para cristalizar o carbono do CO2 na forma de diamante.A fina poeira de diamante produzida - os cientistas os chamam de nanodiamantes - tem aplicações que vão desde o revestimento de ferramentas, discos de corte e peças para polimento, até o transporte de drogas quimioterápicas no interior do corpo humano.


Diamantes sintéticos

Segundo os pesquisadores, a produção de diamantes a partir do CO2 pode se tornar a técnica mais barata para a fabricação de diamantes sintéticos - certamente o mais ambientalmente amigável, uma vez que ela literalmente detona o CO2.Um subproduto interessante da pesquisa é o próprio explosivo, que poderá ser usado em mineração - o explosivo é menos ambientalmente danoso do que a dinamite.